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quinta-feira, 13 de março de 2014

O trunfo que não deu certo.

Fiquei surpreso com o empate do Flamengo. E pode dizer que você também ficou. Mas pra não fugir a regra dos últimos anos, o Mengão fez o maior esforço para perder pontos pra esse timeco do general Bolívar. Timinho ruim.

Mas vamos ser sinceros, o time, apesar de tudo, se igualou na mediocridade e abusou de jogar mal, um show de horrores. A inversão de papéis foi clara, visto que os bolivianos jogaram como se estivessem em casa e o Fla fosse o visitante acuado pela torcida ensurdecedora.

Destaque negativo, o Broca da galera, Hernane, teve uma atuação de ruim pra horrível, sem contar o desaparecimento de Elano, que como o avião na Malásia, ninguém sabe onde está até agora.

Não vou falar mal do lateral esquerdo, nem vou citar o nome. Ele não tem culpa de não ter nascido pra jogar futebol, desculpa. O responsável é o Jaymeola, que sem opções, foi forçado a colocar essa fera em campo. O superelenco rubro-negro não tem alternativas. Prometo não falar mais o nome deste cidadão. A torcida já o aclamou bem ontem, valeu para o ano todo.

Enfim, o Flamengo se complicou na competição onde poderia ser líder neste momento. Isso porque ainda tem dois jogos fora e apenas um em casa. Agora o Mengão tem a obrigação de vencer esse mesmo Bolívar, só que em La Paz. Lembrando que na casa do general, o buraco é mais em cima, mais precisamente 3.600 metros.

Em seguida tem o Emelec, líder do grupo, e mais chato. Já o último jogo é contra o poderoso León, no místico MARACANÃ. 

Eis o trunfo, que pelo menos ontem, não deu certo.

David Tavares

domingo, 13 de outubro de 2013

Preocupante!


O Botafogo arrancou uma bela vitória do Flamengo, neste domingo, depois de 13 anos sem vencer esse clássico, pelo menos no campeonato brasileiro. Resultado que colocou o Glorioso na segunda colocação da tabela.


Em clássico tudo pode acontecer, mas dessa vez o Botafogo estava mais preparado. Mesmo que não desse para perceber.

O Flamengo vem na raça, no embalo da “nação”, e até mesmo no “bom momento” que vive. Desde que Jayme de Almeida assumiu, essa é a primeira derrota da equipe rubro-negra.

O Botafogo é mais técnica, poder de decisão. Melhor fisicamente e psicologicamente, além de brigar por uma vaga na libertadores. Um time forte, com objetivos grandes, sabe o que quer. Uma vitória que não merece questionamentos.

Porém, algo me chamou a atenção junto a isso.

Em meio a tanta comemoração, euforia e gritos de vitória, percebi um amigo, botafoguense, um pouco mais centrado do que os outros, meio pensativo. O que será que passava naquela mente? Um momento único.

Curioso, como sempre, fui perguntar:

“Fulano”, porque não comemora como todo mundo? O que está fazendo parado aí?

Ele, um pouco assustado com minha cobrança, respondeu:

Estou PREOCUPADO com o Botafogo.

Sem entender direito, perguntei o motivo. A resposta dele foi objetiva:

Ganhamos hoje, mas ainda tem a Copa do Brasil, dia 23. No “mata-mata” o Flamengo é diferente. O Botafogo é o mesmo, o Fla não. Não sei não. Estou preocupado de verdade.

Respondi, cumprimentei e sai, também pensativo.

De certa forma, eu entendo o garoto. Os elencos alvinegros, anteriores a este, fizeram questão de se mostrarem inferiores aos demais, não honraram a camisa que vestiam.  Porém, faltou confiança.

O Flamengo, realmente, muda muito quando se trata de um ‘mata-mata”. A torcida empurra, vibra, grita, empolga. Tudo isso contagia quem está em campo.

No Brasileiro, as realidades são até diferentes. Um briga por libertadores, o outro não aspira grandes coisas. Opostos. Na Copa do Brasil, a coisa muda. Todos são “iguais”.

O Botafogo é muito capaz, o Fla também.

Seja como for, vale muito a preocupação do “Fulano”.

Abs.,
David Tavares



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Foi preciso entender.



Demorou, mas entenderam. O time entendeu, Dorival entendeu, a torcida entendeu. É hora de salvar o clube, não de cobrar. Incentivar, buscar e abraçar. Isso que o time precisa.

O Vasco penou na zona de rebaixamento por 3 ou 4 rodadas, uma pressão indescritível, até para um time desse porte, mesmo já tendo passado por isso um dia.

Nessa rodada, tudo contribuiu. O São Paulo perdeu, o Náutico venceu, e melhor que isso, o Vasco fez sua parte, venceu o Internacional por 3 a 1, e se continuar fazendo, escapa do pesadelo da série B.

Ganhar o Inter era completamente possível, pelo momento do time gaúcho.  Mas também quase impossível, pelo momento cruz-maltino.

Um time sem padrão tático, sem vontade, sem raça, sem graça. Os jogadores e a torcida pareciam não ter a dimensão do que é cair para segunda divisão duas vezes em apenas cinco anos.

A vitória de hoje pode significar a arrancada para longe dessa situação, ou não. O Vasco depende apenas de si. São 8 jogos em “casa”, contando com os clássicos.

Se estavam há sete jogos sem vencer, agora estão dois sem perder. Dá para acreditar em dias melhores.

O time não se tornou melhor, mas a vontade foi maior. Isso foi nítido.

Lutaram como se devia, jogaram até o que não daria.

Venceram e venceram bem.

Parece que entenderam.

Abs,
David Tavares.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Salve-se quem puder!


Hoje acontecerá o clássico das desconfianças. Botafogo e Flamengo se enfrentam no Maracanã, partida que coloca à prova todas as vontandes que imperam em ambos os clubes, pelo menos até o momento.

A Copa do Brasil é o caminho mais curto para a Libertadores, além disso, esse título seria uma espécie de “salvação” do ano de 2013 para os dois clubes.

O Botafogo, que vinha disputando ponto a ponto com o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro, (digo “vinha”, pois a distância de oito pontos impostos pelo time mineiro desanima até o mais otimista dos alvinegros) vê nesse clássico, a esperança de ânimo para continuar brigando, em caso de vitória, é claro.

Mesmo sem um elenco ou “banco”, o Botafogo tem sido forte e vem lutando contra tudo e contra todos para conseguir o objetivo. A derrota para o Bahia no último domingo foi um caso isolado.

Já o Flamengo, que "perdeu” Mano Menezes ou foi abandonado por ele, periga pouco acima da zona de rebaixamento no Brasileirão e o “abacaxi” caiu na mão do interino Jayme de Almeida.

Agora não mais suplente, pelo menos por enquanto. É técnico. A continuidade vai depender desse e do próximo jogo. Vencendo, fica. Perdendo, um abraço.

O Flamengo tem o desfalque do Elias, mas conta com as voltas de Felipe e Léo Moura, não que isso signifique muito. O Botafogo, provavelmente, vem com força máxima, favorito.

É só o primeiro jogo, mas uma vitória é meio caminho andado.

Seria ânimo para o alvinegro ou força para o Rubro-negro.

Um jogo desconfiado, pondo a prova quem quer mais.

Essa é a hora. Salve-se quem puder!

Abs.,
David Tavares.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Não desista, Botafogo!


Não é hora de desistir, botafoguense. A competição é longa, ainda dá. Claro que foi uma vitória indiscutível do Cruzeiro. Um 3 a 0 de respeito, dentro de um Mineirão abarrotado de cruzeirenses apaixonados. Surpreso? Eu não.

Foi uma derrota absolutamente normal. O Cruzeiro é ligeiramente o melhor time do campeonato, fácil. Tem o melhor elenco, um banco de reservas lotado de ótimos jogadores e uma torcida implacável. Ainda mais dentro de casa, 84% de aproveitamento. Não é absurdo.

Claro que uma derrota sempre fere, mas não destrói. Ainda mais em pontos corridos, tem muita “água pra rolar”. 16 jogos estão em pauta, 48 pontos em jogo, basta lutar, alcançar.

Desistir agora mostraria que o Botafogo mereceu tudo o que passou nos últimos anos. E na verdade, isso não procede. É grande, é forte, é valente.

Não desista, botafoguense. Mesmo que a bola não entre, mesmo que um de seus ídolos atuais perca um pênalti, mesmo que o juiz apite contra, mesmo que o mundo conspire contra.

Essa é a hora de mostrar a que veio, não de se esconder nas lágrimas de três pontos perdidos. É hora de lutar, de se unir, vencer todas daqui pra frente. Dane-se o Cruzeiro! No final, veremos no que dá.

Use as perdas para refinar a paciência. Use as falhas para lapidar o prazer.

Talvez no final, brilhe a estrela solitária.

Não desista, Botafogo!

Abs.,
David Tavares.

domingo, 15 de setembro de 2013

Não tem culpa!


Errar é humano, repetir o erro é burrice. Mais uma vez, o goleiro Diogo Silva falha e piora a situação do Vasco no campeonato brasileiro. Dessa vez, foi contra o São Paulo.

O Vasco paga por não ter elenco, ainda mais por não ter goleiro. Perdeu o jogo de hoje por não ter qualidade alguma. Salve, Juninho.

Erraram, erraram feio, erraram muito.

Diogo Silva, um jogador que a poucos meses atrás era terceira opção e de repente, tornou-se titular.  Isso não existe nem em time amador, apesar de o Vasco parecer um.

Erros em sequência, saídas sem o mínimo de segurança e afobação fora do normal. Hoje não foi o primeiro e ao que tudo indica, não será o último.   

Respeito o Germano demais, é ídolo, mas ele não pode apoiar uma decisão como essa, que claramente não deu certo, pelo menos por enquanto. O mais leigo dos torcedores seria capaz de perceber o despreparo do Diogo. É nítido.

Mesmo não aparentando, devido a performances pífias dentro do campeonato, o Vasco é grande, não merece isso. Uma decisão assim compromete.

A culpa não é do Diogo, mas sim de quem o colocou ali.

O Vasco está onde está por decisões erradas.

Dessa vez, comprometeu.

Abs.,
David Tavares.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Aos trancos e barrancos!


Mais uma vitória do Flamengo no Maracanã, dessa vez contra o cansado Santos. Desde que o estádio foi reaberto, são quatro jogos, três vitórias e um empate. Hoje foi 2 a 1, resultado magro, mas que vale três pontos. 

Três pontos no Brasileirão 2013 valem muito. O Flamengo que beirava o local mais indesejado do campeonato, com essa vitória, se estabeleceu na “meiúca” da tabela. Um salto que muitos poderiam duvidar.

Alguns amigos, otimistas, dizem que é por conta do equilíbrio da competição, muito brigada. Eu, um pouco mais realista, digo que é por falta de qualidade, irregularidade.

No começo, 8 times eram favoritos ao título. Cruzeiro, Grêmio, São Paulo, Corinthians, Atlético MG, Fluminense, Internacional e Botafogo eram nomes certos.

O campeonato chegou ao returno e só Cruzeiro, Botafogo e o Grêmio parecem desejar o caneco. Os outros 12, aparentemente, desistiram. Uns brigam pra não cair e outros esperam como “dois de paus” por 2014.

O Flamengo se enquadra nos dois exemplos. Luta contra o rebaixamento e espera o ano que vem, como um vigia noturno espera pelo amanhecer. Vive uma restruturação.

Enquanto isso, vai aos trancos e barrancos. O time é fraco, mas o “maraca” ajuda.

O lugar é tão mágico, que fez Carlos Eduardo jogar e o Léo Moura marcar. Quem poderia realizar isso, a não ser o palco dos sonhos? É casamento certo, com véu e grinalda.

Tão irregular quanto o campeonato, só o Flamengo.

Favorito no meio de semana, vergonhoso no final dela.

E assim vai até 2014.

Abs.,
David Tavares.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Basta acreditar


Uma bela vitória alvinegra tomou conta da noite desta quarta-feira. Botafogo e Corinthians protagonizaram uma partida interessantíssima no Maracanã, 1 a 0, mas que vale três pontos preciosos.

Apesar da maravilhosa fase do time, a torcida não compareceu, pelo menos não em peso. 23 mil “solitários” estiveram no estádio para vibrar, gritar e empolgar o time na campanha pelo título, e até fizeram bonito. Porém, ainda é pouco pra quem está na briga pela competição nacional.

O que acontece com a torcida alvinegra? Parece não confiar, acreditar que possa chegar. Até entendo a desconfiança, os elencos passados fizeram questão de criar esse sentimento. 

Mas quando vão acreditar? O time precisa, depende.

Essa “versão” 2013 do Botafogo merece um pouco de crédito, por tudo que fez até aqui. Merece a minha e a sua confiança.

Passou por momentos difíceis como muitos, mas superou como poucos. Mesmo com salários atrasados, busca ser profissional dentro de campo. Corre, luta e resolve. São homens de verdade.

Quando o maestro Seedorf não faz a diferença, o pupilo e novo talismã Hyuri resolve. Lindo passe do Edílson e golaço do moleque. Assim deve ser até o fim.

O Botafogo briga de igual pra igual com qualquer um.

Basta a torcida acreditar.

Abs.,
David Tavares.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Um Vasco de surpresas.


Alguém pode me explicar o que é o Vasco da Gama? Sinceramente, ainda não sei. Quando criamos esperanças, decepciona. Quando não, surpreende.

É bem verdade que Náutico “está no buraco”, vai cair, é “gato morto”. Mas o Vasco ir até lá e construir um placar de 3 a 0 em plena Arena Pernambuco? Achei demais. Não que o CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA não possa, mas o time de 2013 não poderia, surpresa.

Estranhamente o Vasco só joga bem fora de CASA. São Januário, não é de hoje, não inspira muita confiança no torcedor, apesar de ser considerado um caldeirão. A pressão da torcida parece atrapalhar ao invés de ajudar e os hóspedes, geralmente, saem sorrindo.

No jogo de hoje, um primeiro tempo bem sério, mas burocrático, não forçou. No segundo, bastou desejar um pouquinho mais e colocar Juninho em campo para deslanchar na partida.

Willie, outra boa surpresa. Como um prato de comida, agarrou a chance e ao que parece, será difícil abandoná-la. Marlone e Dakson acompanham o ritmo. Molecada corre, se doa, briga e mostra o que a maioria parece não entender . Ali está a vida deles.

Com 23 pontos, o Vasco chegou a décima colocação de um campeonato que é marcado pela irregularidade.

Domingo tem jogo contra o embalado Atlético PR em CASA, na presença da torcida vascaína, que prometeu grande público.

Pressão total em São Januário.

E sem surpresas, é claro.

Abs.,
David Tavares

domingo, 30 de junho de 2013

Não podemos dar voz aos ignorantes.


Sim, o Brasil parou. Não para mais uma manifestação (manifestações são ótimas e ajudam o país a melhorar), mas sim para ver a seleção jogar. A ideia louca de alguns de tentar fazer o brasileiro deixar de gostar ou amar o futebol falhou. Óbvio que falharia. O Brasil, cinco vezes campeão mundial e agora TETRA da copa das confederações com toda certeza é o país do futebol e nunca negaria isso.

E como era pra ser, o país parou. Durante o jogo, as ruas vazias do bairro me mostraram o verdadeiro cenário de uma partida da seleção. Todos “enfurnados” em casa assistindo o jogão em família.

Com um minuto do primeiro tempo, o grito dos vizinhos e os fogos lançados ao ar anunciavam os voos altos que a seleção daria nesse jogaço. Gol de “Don Fredón”.

Neymar fez o segundo aos 44'/1T e Fred completou 2'/2T.

Cada lance foi um suspiro. Um dos melhores jogos da seleção brasileira na competição.

A Espanha era o time a ser batido. Na bagagem dos últimos 5 anos, duas Euros e o mundial de 2010.

Tudo bem que os espanhóis já haviam sofrido para ganhar a Itália e vale ressaltar que os italianos mereceram demais o jogo. Mas, Bolucci “Baggiou” e perdeu o pênalti decisivo.

“A Espanha é o time a ser batido”. E foi. Vou até ressaltar que foi da melhor maneira possível.

Um 3 a 0 em casa, Maracanã lotado, e torcida mais que apaixonada.

Um pedido: NÃO VENHA ME DIZER QUE TUDO FOI COMPRADO, IDIOTAS.

Os imbecis que dizem isso são os “mesmos” que disseram que a Itália entregou o mundial de 94 para o Brasil, ou que a seleção brasileira deu de presente a copa de 98 para a França.

Não vamos dar voz aos ignorantes. Foi um Jogão.

Estamos preparados para 2014? Não. Mas, o caminho é exatamente esse.

Neymar, Paulinho, Thiago Silva...  Nomes que vão dar a cara para bater com a amarelinha.

E claro que tenho que dar méritos a Felipão. Ele conseguiu fazer em 2 meses o que Mano Menezes não conseguiu fazer em 2 anos.

É preciso, porém, continuar trabalhando sério e firme. Além dos espanhóis, alemães e argentinos chegarão com tudo aqui.

O fato é que a seleção me encheu de orgulho e de esperança. Torci muito para isso.

Um grande salto foi dado. Mas, para conquistarmos o hexa é preciso manter o trabalho com essa mesma pegada.

Parabéns ao Brasil pelo título da Copa das confederações.

E que venha 2014!

Abs.,
David Tavares

quinta-feira, 27 de junho de 2013

As mais loucas superstições no futebol.

Você é do tipo que jura que a vitória do seu time depende unicamente de você estar ou não usando a sua cueca da sorte? Se sim, não se preocupe, você não é o único. A superstição faz parte do imaginário do futebol. Além de ser muito engraçado.

Há muita gente que não acredita, mas os supersticiosos têm seus rituais e segui-los é sagrado. Muitas vezes, o que significa sorte para um, é sinal de azar para outro.

Exemplo: O atacante entrar em campo com o pé direito causa muitas discussões entre torcedores, uns acreditam que a partida está perdida enquanto outros dão a vitória como certa. E não é para menos.

O curioso é que mesmo quando tudo é feito como manda o figurino da superstição, o time perde. Mas não importa, não deu certo hoje, vai dar certo no próximo jogo. No futebol é assim, só um lado sai de campo feliz.

Existe uma máxima no futebol que pode simbolizar o que estou falando. “Se macumba desse certo, Vitória x Bahia terminaria sempre empatado”.

Entre os adeptos não estão apenas os torcedores, mas também os jogadores e técnicos.

Em 1993, às vésperas do jogo decisivo contra o Uruguai, que definiria uma vaga na Copa do Mundo no ano seguinte, o ex-goleiro Barbosa foi visitar a seleção brasileira na concentração. Barbosa foi goleiro da seleção na famosa final da Copa do Mundo de 1950 e teria, juntamente com outros jogadores, falhado na final em que o Brasil perdeu o jogo por 2 a 1. O fato é que em 1993, 43 anos após do ocorrido, o goleiro Barbosa, um senhor com mais de 70 anos, foi barrado na concentração da seleção brasileira, sob o pretexto de que poderia dar azar ao time” (Jocimar Daolio em Futebol, cultura e sociedade, 2005).

O conhecimento, a fé e o uso dessas superstições dão tranquilidade e confiança aos torcedores.

Eu tenho duas. Não suporto pênaltis. Não assisto o Brasil ou meu time disputando os penais de forma alguma. Se estou em casa, desligo a televisão. Se no estádio, viro o rosto.  Só vejo o replay depois. A outra, é tomar banho antes da partida. Banho bem tomado, pois estar cheiroso é essencial.

Segue uma lista com algumas das famosas supertições do futebol:

*Torcedor, jogador ou técnico usar medalhas, colares, fitinhas, anéis, pulseiras, figas ou talismãs
*Torcedor assistir todos os jogos no mesmo lugar
*Sentar no mesmo canto do sofá
*Torcedor usar a mesma peça de roupa, sem lavar, até o último jogo do campeonato
*Não usar roupas com a cor da equipe adversária
*Assistir ao jogo sozinho
*Jogador se benzer antes do jogo ou ainda, tocar no gramado e se benzer
*Jogador beijar a bola antes da cobrança de falta ou pênaltis
*Goleiro beijar as traves
*Goleiro não sair de campo por trás das barras, mas pelas laterais
*Torcedor dar nó na camisa do clube

O futebol é motivo das maiores loucuras! Qual a sua? Veste alguma peça de roupa especial? Faz alguma coisa diferente? Diz aí.

Abs.,
David Tavares.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A maior tristeza do futebol brasileiro.



Hoje, dia 16 de julho de 2013, exatamente há 63 anos atrás, o futebol brasileiro sofreu a derrota mais dolorida de sua história. O "Maracanazo" é o nome como ficou conhecida a vitória por 2 a 1 do Uruguai sobre o Brasil, na final da Copa do Mundo de 1950. De acordo com muitos, isso ainda assusta o Brasil em jogos contra o Uruguai (bobagem). Mas, como faz parte da história do futebol, é sempre bom lembrar.

Vamos a história.

Recém-inaugurado, o Maracanã estava completamente lotado - 174 mil pessoas, segundo dados oficiais da Fifa; 200 mil, segundo a imprensa da época. O Brasil só jogava pelo empate, já que não era exatamente uma decisão, e sim a última rodada de um quadrangular final.

A seleção dirigida por Flávio Costa havia vencido a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1. O Uruguai havia empatado por 2 a 2 com os espanhóis e suado para vencer os suecos por 3 a 2, de virada, resultados que, além da vantagem do empate, davam ao Brasil um amplo favoritismo.

Quando a bola rolou, no entanto, a história foi diferente. O Brasil, jogando inteiramente de branco, dominou as ações, mas não conseguiu passar pelo bom goleiro Maspoli. O placar só foi aberto no segundo tempo, aos 2min, com um gol do ponta Friaça.

O título já era dado como certo quando Schiaffino empatou para o Uruguai, aos 19min, numa jogada pela direita iniciada pelo ponta Ghiggia. Aos 34min, num lance parecido, Ghiggia escapou novamente pela direita, invadiu a área e ameaçou o chute. O goleiro Barbosa tentou se antecipar, para evitar um novo cruzamento, mas o uruguaio bateu direto para o gol:  a bola, sorrateira, entrou no canto esquerdo, enganando o goleiro.

Abatidos, os jogadores brasileiros não conseguiram reagir nos minutos restantes e viram o Uruguai ficar com o título. Barbosa teve de ouvir pelo resto de sua vida as críticas pelo erro no gol, e costumava dizer que sofreu a maior condenação que um brasileiro jamais cumpriu, já que o Código Penal impede que uma pessoa fique presa por mais de 30 anos - ele morreu em 1999, 49 anos depois do lance. 

Outra consequência daquele dia foi a aposentadoria do uniforme branco da seleção brasileira. A equipe só voltaria a jogar dois anos depois, estreando o uniforme amarelo que veste até hoje. Mas, 63 anos e cinco títulos mundiais depois, o fantasma do Maracanazo continua “vivo” na memória do futebol no Brasil.

Mas, como eu disse no início, o Brasil já deu o troco em outros jogos. Sinceramente, acho que isso só será realmente esquecido quando o Brasil ganhar uma Copa no país deles, contra eles.


FICHA TÉCNICA DO JOGO.
BRASIL 1 X 2 URUGUAI

Data: 16 de julho de 1950 (domingo)
Horário: 15h
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Árbitro: George Reader (Inglaterra)
Assistentes: Arthur Ellis (Inglaterra) e George Mitchell (Escócia)
Gols - Brasil: Friaça, aos 2min do segundo tempo
Uruguai: Schiaffino, aos 19min, e Ghiggia, aos 34min do segundo tempo

BRASIL: Barbosa, Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo Alvim e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico
Técnico: Flávio Costa

URUGUAI: Roque Maspoli, Matias Gonzalez e Eusebio Tejera; Schubert Gambetta, Obdulio Varela e Rodríguez Andrade; Alcides Gigghia, Julio Perez, Oscar Miguez, Juan Schiaffino e Ruben Moran
Técnico: Juan López

abs.,
David Tavares.