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sábado, 14 de junho de 2014

O peso da camisa

Futebol, a maior invenção inglesa. O que não sabiam é que tudo isso poderia se virar contra eles um dia. Talvez, o mundial de 1966, no qual foram campeões, tenha sido um simples agradecimento dos deuses do futebol pela criação desta maravilha que tanto encanta o mundo.

O sonho inglês de conquistar o bi parece estar cada dia mais distante e estrear contra a forte camisa italiana não é algo comumente desejado. Ainda mais quando se tem pela frente jogadores como Pirlo e Balotelli. Azar do English Team.

Os italianos tem um enorme peso na camisa. Quatro copas do mundo não é pra qualquer pé rapado por aí. Pesa e pesa muito. A partida de hoje não foi uma das melhores do mundial, mas foi o suficiente para Balotelli calar boa parte dos críticos, jogando muito bem e marcando o seu gol.

A vitória italiana por 2x1 foi um importante passo, já que o grupo D é considerado o mais difícil. Já os ingleses se complicaram. A Costa Rica, que bateu o Uruguai por 3x1, lidera a chave pelo saldo de gols e têm os mesmos três pontos da Azzurra.

Copa do Mundo é isso. Com óbvio ou surpresa, alegria ou tristeza, segue o jogo.

David Tavares 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Preconceito burro!



A involução da sociedade me assusta. Logo o Peru, aqui tão perto, tão parecido com o povo brasileiro, em sua formação, é claro. Tinga, um jogador consagrado, negro, como a maioria dos brasileiros, sofreu mais um ato de racismo. A torcida do Real Garcilaso, que parece não conhecer a história de seu país e, muito menos, a história de seu futebol, que não é grande coisa, trouxe à tona o assunto mais desconfortável dos últimos anos, o preconceito burro.

A foto abaixo abaixo é de Teófilo Cubillas, o maior ídolo do futebol peruano. Pela seleção, Cubillas conquistou a Copa América de 1975 e participou nas Copas do Mundo de México 70, Argentina 78 e Espanha 82. Grande jogador.


Porém, os atos racistas não são exclusividade do Peru, ou da maravilhosa e voluptuosa torcida do Real Garcilaso, nem da Rússia, Espanha ou Itália. Muito menos do nosso país, que nesse momento, ferve de palavras moralistas e discursos vazios. O próprio Tinga já tinha sido alvo de uma situação semelhante, em 2005, quando jogava pelo Inter e enfrentou o Juventude em Caxias pelo Campeonato Brasileiro.

Tudo isso prova de que a estupidez é enorme, geral.

De que adianta os nossos dirigentes, presidentes e cartolas fazendo discursos totalmente vazios, abrindo faixas com palavras de ordem contra a situação, se de prática, nada fazem? Principalmente a querida Conmebol, que por vezes conviveu com esse tipo de situação, e nada fez.

Vamos ver se agora, as coisas mudam. #FechadoComOTinga

David Tavares

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A festa alvinegra.



Que vitória, que sensação, que festa. O que dizer do Glorioso e sua torcida que massacraram o oprimido, Deportivo Quito? Os equatorianos foram engolidos pelo gigante, que como bem lembraram no lindo mosaico, voltou. O placar de 4 a 0, que nem o mais otimista botafoguense acreditava, pouco importa frente a esse momento de frisson e estado de graça do torcedor, que enfim, compareceu.

O Botafogo que antes não decidia, decidiu. No embalo dos 50 mil, o time lutou e venceu. O frenesi tomou conta do Maracanã, assim como o sentimento de que a volta a Libertadores não seria com gostinho de quero mais ou com a sensação de ser barrado na porta da festa. Foi diferente.

Os 17 anos longe da competição, de certa forma, pressionaram o elenco, que bravamente, conseguiu suportar. Do destempero do "craque", Edilson, ao estado de graça do questionado, Wallysson, que marcou três dos quatro gols da partida – Henrique marcou no final.

Um jogo marcante, grande festa. Vai ficar marcado na memória do torcedor. Agora é na vontade, é fase de grupos, aqui e lá, lá e aqui. Cada jogo é uma decisão.

Longe de comparações com o passado, até porque, seria covardia. Mas esse é o Botafogo, essa é a força que todos esperam, tanto do time quanto da torcida.

E não há outro, senão o trecho da música de Beth Carvalho, pra simbolizar esse momento.

“Esse é o Botafogo que eu gosto
Esse é o Botafogo que eu conheço
Tanto tempo esperando esse momento, meu Deus
Deixa eu festejar que eu mereço”

David Tavares