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domingo, 24 de agosto de 2014

Flamengo na Bolívia


Quando a coisa está feia, eu sou o primeiro a reclamar, criticar e pedir a opinião de vocês. Mas as coisas deram uma leve mudada de categoria no Flamengo nos últimos jogos, o que pra esse campeonato mequetrefe que é chamado de Brasileirão, quando na verdade não passa de um campeonato boliviano com grife, é o suficiente para um time com o mínimo de organização se dar bem. E aí está o rubro-negro, que há um mês atrás era afogado pela assustadora lama gelada da zona de rebaixamento, com 4 vitórias consecutivas e na 11° colocação da competição.

Eu reclamei do Luxemburgo em sua volta, é verdade. Mas até o cego de Jericó veria que o Flamengo precisava de uma mudança de comando imediatamente. Disse "comando" sendo extremamente generoso com Ney Franco, que de acordo com Silvio Luiz, apanha na "cozinha da patroa" diariamente.

Mas as mudanças vieram, a mínimas possíveis é verdade. Organização em campo, consistência nas jogadas e reconhecimento das deficiências técnicas do time, tudo identificado e arrumado pelo Luxa, sejamos justos. Isso "tudo" aliado a malevolência do croata brasileiro gente boa, Eduardo da Silva, que já virou o Hernane da Nação e desandou a fazer gols por todos os cantos.

Ta vendo só? Bastou o mínimo de comprometimento e organização pra começar a sonhar com G4 e ficar por ali, de boa, no meio da tabela, enquanto os outros se descabelam na briga pra permanecer na serie A do Bolivianão. 

David Tavares



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Camisa 10


Que bela partida pôde ser vista ontem, entre Flamengo e Emelec, em Guayaquil. É obvio que não pelo primor técnico, mas sim pela roda gigante de emoções. Vivo ou eliminado? Eis o coração rubro-negro no sofá de casa.

Ao contrário do que aconteceu em outros jogos fora de casa, o Flamengo fez o gol cedo. Como Maradona, que com a mão fez um gol histórico contra a Inglaterra na Copa de 86, o zagueirão do Emelec, esticou o bração para evitar o gol do Alecsandro. Mas de nada adiantou. Pênalti. E bem batido por sinal. 1x0.

O Emelec chegou a empatar com STRACQUALURSI, também de pênalti. É isso mesmo que você leu. STRACQUALURSI é o nome da fera. Com gol, esperava pressão dos equatorianos, mas não houve. O equatorianos vivem de força e vontade. Só.

Aí entrou o renegado Negueba, o alegria nas pernas, mas longe do Flamengo. E assim os torcedores queriam o jogador, longe. Mas foi ele quem fez a diferença, meus amigos. O moleque entrou e bagunçou. Alecsandro foi escolhido o melhor em campo, mas o garoto foi quem mudou tudo.

O empate era péssimo. Mas pra ser sincero, Flamengo tem um pouco dessa coisa do impossível, né? Não teria graça de fosse fácil. Para os rivais é chato. Mas pro torcedor... é uma confiança danada nesse timeco rubro-negro. 

Aos 48 minutos, empate decretado, Negueba descola aquele lançamento maroto pro Paulinho, que deu o último gás na corrida. A bola viajou e subiu, subiu, subiu. Não existe um flamenguista na face da terra, que tenha visto a partida, que não se levantou nessa hora. Impossível.

Pé de Paulinho e fundo das redes. 2 a 1, vitória improvável e decisão no Maracanã, quarta-feira, contra o León. Só a vitória interessa. Empate ou derrota significam ELIMINAÇÃO.

Portanto, é Maraca lotado e pressão nos mexicanos. O camisa 10 estará na arquibancada.

David Tavares

quinta-feira, 20 de março de 2014

Milagres acontecem


Parece meio repetitivo, mas é inevitável não citar a altitude para explicar um pouco dessa pelada que aconteceu entre Flamengo e Bolívar, ontem, em La Paz. São 3.600m de muito cansaço e falta de ar. Em menos de duas horas o oxigênio foge de você.

Longe de ser uma desculpa. Não posso cobrir erros com outros erros. O Flamengo já não havia vencido o Bolívar em pleno Maracanã, lotado. E olha que era no nível do mar. Mas eles não fazem questão de esconder que a altitude é o jogador principal de um time fraco e sem expressão, o camisa 10 boliviano.

Erros, erros, erros.. Desde a escalação do Carlos Eduardo visivelmente pesado, fora de forma, até o erro de Samir no início da partida, o que ocasionou o único gol do jogo. Na verdade, falar que de erro é ser cruel demais com o garoto. Um escorregão, fatalidade. Poderia acontecer com qualquer um.

Já o Cadu, nem em 3.600m negativos ajudaria esse chamado prejuízo ao Flamengo. Desde que chegou ao clube, são 9 milhões de reais gastos com a fera, sem receber nada em troca. Vive no banco e não busca espaço. Acomodado que só.

Enfim, esse resultado complicou muito a situação do Flamengo no grupo. É lanterna. Só se classifica se vencer os dois próximos jogos, contra Emelec, fora de casa, e o León, no Maracanã.

Parece impossível. Porém, não posso duvidar. Já vi o Flamengo operar alguns milagres por aí.

David Tavares.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Entrevista com André Tozzini, o Tozza



Um cara bacana. Esse é André Tozzini, mais conhecido como Tozza. E não! Não tem nada a ver com Pet Shop.  Simpático como sempre, me concedeu essa entrevista, e nela conta um pouco de sua trajetória, como começou o “Tozza Cam”, e seu amor pelo Flamengo. 

Jogo mais marcante, projeto de vida, apoio a “onda azul”, enfim. Assiste que vale a pena!


Essa entrevista rolou durante o programa SUPERESPORTE da TV OFLU, canal 12 da SIM TV.

abs.,
David Tavares

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ateus


Que jogo, que título, que festa. O Flamengo venceu o Atlético PR por 2 a 0 e se sagrou tricampeão da Copa do Brasil. Com a humildade dos jogadores e a moderada soberba de quem acompanhou da arquibancada, o rubro negro fez o Brasil tremer. Também pudera. Quase 70 mil no “Maraca” e milhões espalhados pelo mundo, o grito ecoava como se estivéssemos em um universo paralelo, e estávamos.

Um mundo diferente, similar ao olimpo, onde existem deuses dos mais variados.  De Dionísio a  Hera, onde a mistura das tribos se tornou marca. Do rico, que pode pagar R$ 500,00, ao pobre que compra o picolé torcendo para o palito ser premiado.

Foi claro que o gigante, que um dia comportou duzentas mil pessoas, hoje com 70, assustou os atleticanos que, provavelmente, torceram pra não encontrar o Flamengo na final. Triste, fraco, e claramente impotente contra os deuses do futebol, que claro, são rubro-negros.

Como Zeus, que é o deus principal, governante do Monte Olimpo, rei dos deuses e dos homens, assim é o Flamengo, hoje, rei do Brasil. Forte, opressor e muitas vezes soberbo, por seus títulos e glória.

Dorival não engrenou. Mano, não acreditou, por achar que os jogadores não entenderam suas mirabolantes filosofias. Jayme, talvez pela humildade, segurou as pontas como chance da vida, prato de comida. Como Andrade em 2009, deu certo. Aos trancos e barrancos, na raça, na camisa, conquistou.

Ninguém poderia acreditar que o limitado time do Flamengo chegaria nessa final ou que conquistaria o tal título. Mas mesmo assim, estavam lá, vibrando, cantando e sustentando o time em campo. A cada gol, eram registrados tremores de terra.

Era difícil. Mas parece que é assim que eles gostam. Quando não acreditam, vão lá e provam exatamente o contrário. Efeito reverso.

As competições são diferentes. Os títulos também. Mas no fim, o recado é sempre o mesmo: Flamengo é Flamengo. Quando chega...

E chegaram.

Os que não acreditam na tal força dos deuses, questionam, zombam, ou procuram defeitos ao invés de viverem, sentirem.

Acreditem, ateus! Flamengo existe.

David Tavares.