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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Nem tão surpresa assim...

A seleção da Bélgica volta a disputar uma copa após duas edições de ausência. O fato de não se classificar em 2006 propiciou uma revolução no futebol do país, que passou a privilegiar as categorias de base, lapidando assim suas próprias “joias”.

Invicta durante as eliminatórias europeias, a seleção da Bélgica não apenas conquistou uma vaga direta na copa de 2014, mas selou sua participação como um dos cabeças de chave do mundial deixando bem claro que está longe de ser a surpresa da copa. De fato, a seleção está mais do que preparada, podendo até passar um ar de decepção caso não chegue longe, uma vez que possui jogadores bem coesos e que são destaques em seu clubes.

O excelente elenco belga é formado em grande parte por jogadores que atuam no campeonato inglês, um dos melhores do mundo, além de contar com Eden Hazard, apontado como o mais talentoso jogador produzido no país desde Marc Wilmots, hoje treinador da seleção. O ponta-esquerda tem a missão de ser o cara que desequilibra nas partidas e está se afirmando como um dos principais atletas do futebol europeu e mundial.

Tendo em vista todos os atletas talentosos e a bela campanha das eliminatórias, é praticamente certo que essa seleção chegue longe no mundial.

Por: Yago Paes




Abs., 
David Tavares

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Habemus, Botafogo!


Começou, de fato, a Libertadores para o Botafogo. A vitória sobre o Deportivo Quito, do Equador, uma semana atrás, era apenas uma confirmação de vaga. Mas nesta terça, venceu, e muito bem. Um 2 a 0 sobre o San Lorenzo, que muitos dizem ser o time do Papa. Talvez o Papa nem goste tanto de futebol, mas se gosta, sofreu vendo seu fraco time enfrentar um motivado Botafogo e ser derrotado com certa facilidade.

O Maraca não esteve tão cheio quanto na última semana, mas o público foi bom, ainda mais para o Botafogo que, por tempos, não empolgou seus torcedores. Cerca de 30 mil presentes num jogo bom de se ver. Quem esteve gritou, vibrou e emocionou. Mais uma grande festa do torcedor apaixonado e confiante.

O Botafogo entendeu o recado e foi pra cima. O San Lorenzo, com uma defesa fraca, cedeu a pressão alvinegra. Ferreyra marcou. Demorou três jogos para sair o primeiro gol do El Tanque, que já estava sendo cobrado pela falta do mesmo. Wallysson, que guardou três na semana passda, marcou um golaço do meio da rua e, aos poucos,  vai se tornando o cara.

O Alvinegro sentiu o clima, reviveu o passado e está ciente do quem tem de fazer. É um Botafogo diferente do apático e tristonho dos últimos anos. Tem gana, raça, objetivo.

Agora, com três pontos, o fogão é líder do grupo. Volta a atuar pela competição continental dia 26, contra o Unión Española, em Santiago. Mais uma pedreira. Mas não importa, está preparado.

Habemus, Botafogo.

David Tavares

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Fim do mundo!


Nada demais. Pelo contrário, muito normal. A derrota do Botafogo por 1 a 0 para o Deportivo Quito, FORA de casa, é uma coisa natural na Libertadores da América. Não é pra se desesperar. É reconhecer as falhas e acertar dentro do maracanã lotado, como nos tempos áureos.

O Deportivo Quito, com o timeco que tem, conseguiu neutralizar o Botafogo, até porque, convenhamos, estava fácil. Com três volantes e um atacante imóvel,  como o Ferreyra, os equatorianos logo notaram que o Botafogo entrou pra não tomar gol.

Jogar a culpa na altitude por falta de atitude chega ser vergonhoso. Depois de 18 fora da competição, o que se espera, no mínimo, é garra, iniciativa, concentração e amor a camisa. Não foi bem assim.

1 a 0, resultado magro. Nada está perdido, nada. Pelo contrário.

O torcedor que está desesperado com esse resultado e acha que mundo acabou, não está em clima de Libertadores, desculpa.

Mas se existir alguém que me diga que o Botafogo não é favorito aqui no Brasil, com Maracanã lotado, com toque de bola e vontade, isso sim seria o fim do mundo.

Abraços, David Tavares


Twitter e Instagram: @davidltavares

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Tudo pode acontecer!


Para falar a verdade, eu não escreveria sobre esse jogo, mas o fatos da partida não me deixaram dormir. O glorioso tem me proporcionado isso esse ano. Uma partida no maracanã, com a presença de 20 mil torcedores, em uma quinta-feira a noite. Me surpreendeu. Um 4 a 2 de muito bom grado aos botafoguenses, acredito.

Porém, o que me chamou mais atenção foi as constantes mudanças de esfera no decorrer do jogo. Altos e baixo que me fazem ser apaixonado pelo que faço.

O Galo abriu o placar com o lateral Marcos Rocha. Um resultado maravilhoso, gol fora de casa e tudo para fazer belo jogo no horto. Não tão fácil.

O Botafogo, mesmo sem o craque Seedorf, mostrou que é forte e não depende totalmente do holandês. Rapidamente, cerca de 10 minutos depois, Lodeiro empata para o Fogão, trazendo esperança ao torcedor. O Botafogo está vivo na partida.

Virou o campo, o glorioso volta frenético e logo aos 3 minutos Leonardo Silva marca contra. Um 2 a 1 e o jogo volta a ser do Botafogo. A torcida alvinegra reforçou ainda mais essa ideia quando Rafael Marques marcou o terceiro. Pronto, o Botafogo tinha a vantagem de dois gols e a classificação estava encaminhada.

Jogo dominado, e após uma falha grosseira da zaga atleticana a bola sobrou para Vitinho na intermediaria, confiante, bateu e fez. GOLAÇO.

É isso, fim. Botafogo 4 a 1 e tudo resolvido. Pode perder até por dois gols de diferença no horto que ainda sim está classificado. Não tão rápido.

Há exemplo de  algumas partidas no Brasileiro, o Botafogo vacilou  e permitiu que  o Galo marcasse um gol no final do jogo. Guilherme, o amuleto de Cuca, deixa o time vivo na competição.

Um jogão. Partida que vale cada centavo do ingresso.

Alegria, tristeza, perplexidade, medo, coragem e muitos outros sentimentos estiveram neste jogo de hoje.  O mata-mata proporciona isso.

O Atlético Mineiro no Horto tem ótimos números e pode sim passar pelo Glorioso.

Esse mesmo Botafogo já foi lá, sem o Seedorf, e só não venceu pelo raio que cai sempre nos acréscimos.

Os dois tem condições de se classificar (o Botafogo tem  a vantagem). A magia do futebol é exatamente essa.

Tudo pode acontecer.

Abs.,
David Tavares.

domingo, 11 de agosto de 2013

Feliz dia do Flamengo.


Como disse um amigo flamenguista, o Flamengo está vivendo de altos e baixos e se nessa partida estivesse “nos altos”, o Fluminense perderia com direito a “tapa na cara”. Aconteceu.

Todos sabemos que clássicos tem o poder de levantar o astral, ou de afundar um deles em uma crise. Ainda mais se tratando de um FLA-FLU.

E nesse caso o Flamengo se saiu muito bem. Estava naqueles dias (onde tudo dá certo). Um 3 a 2 com respeito. E como esperado, com essa derrota o Fluminense terá uma semana bem cheia.

Um o jogo  bem movimentado, onde o rubro-negro foi muito mais organizado e mandou na partida. O Flu, totalmente apático, apesar dos gols, deixou o Flamengo jogar e viu até gol de letra do Hernane.

Com a mesma proporção que Abel não era o problema, Luxa não é a solução (deixemos isso para outro post).

A verdade é que o Flamengo tem se dado muito bem nos últimos clássicos. Este foi seu terceiro no campeonato, com duas vitórias e um empate - nos acréscimos, contra do Botafogo.

Torcedor, não se iluda. O time não está perfeito. Longe disso.

Mas, deu pra perceber que Mano Menezes encontrou um certo padrão tático. Foi possível ver isso hoje (Domingo). Encurralou o Flu e foi maioria em campo por quase todo jogo.

O resultado foi injusto. Pelo que jogou, merecia ganhar de mais.

Além do dia dos pais, foi dia de Flamengo. Dia de festa no “New Maracanan”.

Mas, foi só hoje ou vai manter isso? Vamos ver.

A meta agora é deixar de ser um time de “altos e baixos” e voltar a ser o Flamengo que conhecemos.

Flamengo é Flamengo.

Ao Flu, um abraço!


David Tavares.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Diga Léo


O Flamengo encara o ASA (AL) nesta quarta-feira, em Volta Redonda, podendo perder por até 1 a 0 para garantir a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil. O rubro-negro está embalado após a vitória por 2 a 0 sobre o próprio ASA e vencer o rival Vasco no clássico do último domingo. E grande parte disso pode se colocar na conta do Mano Menezes. Porém, o assunto aqui é Leonardo Moura (será poupado no jogo de hoje).

Apesar da “boa” fase, o lateral direito divide muito a torcida. Tem gente reclamando que o jogador está “velho” e que não teria mais condições de atuar na lateral, outros dizem que deveria jogar no meio campo e tem gente como eu, que defende a permanência do Léo.

A verdade é que ele é um ídolo da torcida. Vai fazer 9 anos de Flamengo e isso não é para qualquer um. Idolatria não se faz de hoje para amanhã, e sim com boas atitudes e muita competência.

Por isso, fiz uma entrevista rápida e objetiva para esclarecer alguns e dar certeza a outros. E ele muito educado respondeu tranquilo e me pareceu bem sincero.

Entrevista – Rápida, porém bacana!

Léo, qual é sua expectativa em relação ao segundo semestre no Flamengo?

A expectativa é a melhor possível. Infelizmente o grupo não vinha conseguindo obter os resultados esperados nas primeiras rodadas do Brasileiro e a diretoria achou que seria melhor a troca no comando técnico. O Mano já está conseguindo colocar seus pensamentos nos treinamentos e a semana em Pinheiral foi muito positiva. Os resultados começaram a aparecer e acredito que faremos um segundo semestre digno que a camisa do Flamengo exige.

Você acha que a chegada de Mano Menezes no time te afeta de alguma forma, ou é mais uma oportunidade para você?

O Mano Menezes é um treinador respeitado no mercado e estava comandando nada menos que a Seleção Brasileira.  Porém, já estou no Flamengo há oito anos e já vi de perto muita troca de comando técnico. Procuro sempre trabalhar forte nos treinamentos e nos jogos para me manter entre os titulares.

Hoje você tem 34 anos. Sabemos que a lateral necessita de velocidade. Você se vê jogando nesta posição por quanto tempo?

Enquanto eu achar que sou útil atuando na lateral direita e o treinador confiar nas minhas capacidades, acredito que vou atuar nesta posição por algum tempo.

Teria possibilidade de você ser deslocado para o meio campo, como o Felipe ex-Vasco e hoje no Fluminense?

É uma possibilidade. Já cheguei a atuar como meio campo e acredito que tenha desempenhado um bom papel. O importante é estar sempre ajudando quando o treinador solicitar.

Hoje vemos Seedorf (37), Juninho Pernambucano (38) e Alex (35) jogando em alto nível. Mas, muitos jogadores pensam em parar de jogar aos 35 ou 36. Isso já passa pela sua cabeça?

Ainda não decidi uma data para minha aposentadoria, mas tenho certeza de que o clube pelo qual quero encerrar meu futebol é no Flamengo. É um clube que gosto desde criança e me deu as maiores alegrias profissionais da minha vida. Meu contrato é até o final de 2013.

Valeu Léo  Moura. Que você tenha muito sucesso ainda!


Abs.,
David Tavares.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Promessa cumprida.

Após três meses no comando do Vasco da Gama, Paulo Autuori não é mais técnico do Cruzmaltino (Será anunciado em breve). A situação financeira do clube pesou.

Nenhuma novidade. Uma tragédia mais que anunciada.

Mesmo não tendo vínculo de idolatria no clube, a exemplo de Juninho Pernambucano em 2011, Autuori assumiu o Vasco no “amor”. Uma loucura!

Sabia que o clube estava e está no vermelho. Porém, Paulo acreditou nos projetos e promessas de Roberto Dinamite. Ingenuidade.

Nunca colocou questão salarial (dele) como um impedimento para aceitar comandar e muito menos continuar no clube, até porque a preocupação foi sempre com as perspectivas futuras da instituição.

Talvez, não imaginasse a tremenda “furada” em que estava se metendo. Buraco que está sujo desde quando Eurico Miranda estava no poder.

O título da Copa do Brasil de 2011 só serviu para “tapar” e disfarçar o caos.

Uma das exigências de Autuori foi que “apenas” os salários dos jogadores fossem quitados nas datas estabelecidas. Mais uma vez não foi.

O elenco do Vasco totalmente remendado não intimidou o treinador.  Nem poderia.

Felipe Bastos, Elsinho, Sandro Silva, Renato Silva e Edmilson, nunca seriam titulares no Vasco em outras épocas. Agora são.

Em seu discurso após a derrota por 5 a 3 para o Internacional, nesse domingo, Paulo Autuori praticamente cravou sua saída.

Apesar de ser ridículo, o motivo não é técnico, mas sim financeiro.

A promessa de acerto do pagamento dos jogadores para a última sexta-feira estava atrelada a sua permanência. Mais uma vez não foi cumprida.

Ele mesmo anunciou antes. Só que não acreditaram.

Ao contrário da diretoria do Vasco, Autuori apenas cumpriu a promessa.


Abs.,
David Tavares.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Craques ou bons jogadores?

Olá, tudo bem? Se sim, continue bem e preste atenção na leitura. Se não, leia tudo até o final, pois até lá, você estará bem.

Então, muito se fala de jogadores que um dia foram promessas e hoje, nem tanto. São muitos os nomes que na minha cabeça vagam diariamente. Isso não acontece porque o cara, ou o jogador deseja ou tentou "cair na graça da galera". Tudo isso passa por alguns processos. Vamos ver alguns deles:

Primeiro passo - O jogador faz três gols no primeiro jogo dele na carreira. Até aí normal. Tipo o Michael do Fluminense. Porém esse, seguiu a "carreira" que achou melhor.

Segundo passo - A torcida se empolga com o "rapaz", grita o nome dele todo jogo e da salva de palmas na hora da substituição. Porém, depois, vaia o técnico. (A essa hora, ele já receber propostas da Europa. O empresário e o clube já aumentaram a multa rescisória do rapaz).

Terceiro passo - A imprensa noticia o fato, sempre com uma pitada de glamour, classificando-o: "Jóia do futebol brasileiro". Tipo o Rafinha do Flamengo.

Quarto passo - Ao fazer mais um gol no jogo seguinte é convidado para participar do Programa de Esporte mais famoso do país, ao vivo. Tipo o Thiago Neves do Flu.

Quinto passo - Por apelo popular, apelo da mídia e apelo dos empresários, o "rapaz" é convocado para a seleção Brasileira. Agora vai? Não, não vai. Ele só joga bem no clube. Tipo Neymar, sabe? Isso mesmo.

Sexto passo - Retorna para o clube jogando menos do que quando saiu. E não joga mais tão bem assim. Tipo o Cortês no Botafogo, lembra? Não? Então deixa.

Por tudo isso, resolvi fazer uma pequena lista de alguns jogadores que foram considerados verdadeiros craques. Porém, hoje, são apenas bons jogadores. 

 Robinho no Milan.
Robinho conquistou dois títulos brasileiros e um vice-campeonato da Libertadores com a camisa dos Santos. Saiu do Brasil para ser "melhor do mundo" no Real Madrid. No entanto, nunca deslanchou no clube merengue, passou pelo Manchester City e atualmente é reserva do Milan. Essa semana, brigou com o técnico da equipe, Massimiliano Allegrie, e foi expulso do treinamento.


Paulo Henrique Ganso.
Paulo Henrique Ganso chegou a ser considerado o camisa 10 ideal para a Copa do Mundo de 2014. Porém, teve problemas de relacionamento com o Santos, lesões em sequência e acabou vendido ao São Paulo. Ainda está longe de repetir no Tricolor, as boas atuações que teve com a camisa do Peixe, ao lado de Neymar e o próprio Robinho. Muito longe.



Diego no Wolfsburg.
 Diego destacou-se no Santos, campeão brasileiro de 2002, e teve boa passagem pelo Werder Bremen da Alemanha. Meia conquistou a Europa League com o Atlético de Madrid, mas faz uma temporada discreta pelo Wolfsburg. É totalmente marcado por alguns atos de indisciplinas e por não render bem com a camisa da seleção brasileira. Foi especulado em vários times do Brasil, mas não avançou.

Alexandre Pato no Corinthians.
Alexandre Pato teve uma das carreiras mais meteoricas do futebol brasileiro. Estreia estelar no Inter, título mundial, alto e baixos com a camisa do Milan, sofrendo com lesões, e o acerto com o Corinthians. Porém, Pato, com apenas 23 anos de idade, ainda é questionado pela parte física e aparente falta de interesse em alguns jogos. Poderia ser mais utilizado. 
   


Thiago Neves no Flu - 2013
Thiago Neves é o único jogador a marcar três gols em uma final de Libertadores e brilhou com a camisa do Fluminense. Porém, Thiago Neves sofre com lesões, além de não ter conseguido jogar bem no futebol europeu. Teve passagem apagada pelo Hamburgo, passagem média pelo Flamengo e nunca se firmou com a camisa da seleção brasileira.


Agora chega, né? Se eu ficar listando ficarei aqui para sempre. O fato é que nenhum deles quis isso. A culpa disso, é parte minha, parte sua, da sua tia, do meu pai, meu primo, imprensa, torcida e mídias em geral. Cada um com sua parcela. Não disse que isso é ruim.
 
Essa ideia de escolher craques faz parte do futebol. Faz parte da mágica. Uns engrenam, outros não. Mais que normal. De tanto tentar, uma hora nós acertaremos.
Enfim, cansei de falar disso.

Até a próxima, 
David Tavares.