quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Os incomodados que se mudem.



O Flamengo e sua mágica de transformar auxiliar-ex-jogador em técnico de respeito. Aí está Jayme de Almeida.  Cinco jogos de invencibilidade no campeonato brasileiro e um na Copa do Brasil.

Nos anos 90, Carlinhos, jogador do Flamengo entre 58 a 69,  foi muitas vezes usado como um técnico "tampão", porém, entre 91 e 93, começou a ganhar respeito ao trazer para a Gávea o troféu de campeão brasileiro em 1992, o “quinto” do Flamengo.

Em 2009, ninguém esperava.  Andrade,  que vivenciou a fase mais gloriosa do clube rubro-negro, tendo participado das conquistas da Copa Libertadores da América e da Copa Intercontinental em 1981, levou o Flamengo ao improvável título brasileiro de daquele ano.

Com a saída de Cuca do cargo, Andrade assumiu, foi efetivado e garantiu esse belo título na última rodada.

Apostar nos interinos virou moda dentro do clube, até porque, deu certo em duas oportunidades.  O acreditar tem dessas coisas.

Mesmo em ano de reestruturação, o Flamengo incomoda, sempre incomodou.

Apesar de não apresentar um futebol vistoso, tem raça, amor e paixão. E ao seu lado, quer dizer, ao entorno, está a torcida que vibra e explode o coração.

Com a vitória de hoje, o Flamengo deu um salto triplo e ganhou seis posições na tabela. É sétimo colocado pelo belo trabalho do ex-interino. Simples, objetivo e sem invenções.

Não podemos afirmar que o Jayme de Almeida terá o mesmo futuro que o Andrade ou Carlinhos, mas podemos acreditar nisso.

O time é fraco, mas na vontade incomoda. 92 foi assim, 2009 também.

O Fla está chegando,  os incomodados que se mudem.

Abs.,
David Tavares

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A cobrança funcionou!


As vaias do último sábado deram certo. Por achar que o Seedorf não merecia ser cobrado pela torcida, por tudo que fez no primeiro turno, pela liderança em campo, pela carreira brilhante, me enganei completamente. Ele acordou.

Jogou como sabe e ajudou o Botafogo como precisava. Deu passe, fez gol, alegrou.

Depois de cinco jogos sem vencer, o Glorioso voltou ao caminho das vitórias. Tudo bem que foi o Náutico, mas com a fase que se instaurava em General Severiano, até o Aparecidense assustaria.

O segundo turno do Botafogo é vergonhoso. Fez 10 pontos no total. Porém, se mantém no G4 desde o início, justamente por conta da gordura que acumulou desde então.

Mas apesar dos últimos maus resultados, o Botafogo tem gana. Ainda não desistiu de brilhar esse ano. 2013 é especial.

O holandês despertou. A cobrança, aparentemente, deu certo.  Esperamos que o time acompanhe e a torcida também.

O objetivo do clube está se cumprindo.

Ser campeão? Todo mundo quer.

Mas nas circunstâncias, libertadores é título.

Abs.,
David Tavares.









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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Foi preciso entender.



Demorou, mas entenderam. O time entendeu, Dorival entendeu, a torcida entendeu. É hora de salvar o clube, não de cobrar. Incentivar, buscar e abraçar. Isso que o time precisa.

O Vasco penou na zona de rebaixamento por 3 ou 4 rodadas, uma pressão indescritível, até para um time desse porte, mesmo já tendo passado por isso um dia.

Nessa rodada, tudo contribuiu. O São Paulo perdeu, o Náutico venceu, e melhor que isso, o Vasco fez sua parte, venceu o Internacional por 3 a 1, e se continuar fazendo, escapa do pesadelo da série B.

Ganhar o Inter era completamente possível, pelo momento do time gaúcho.  Mas também quase impossível, pelo momento cruz-maltino.

Um time sem padrão tático, sem vontade, sem raça, sem graça. Os jogadores e a torcida pareciam não ter a dimensão do que é cair para segunda divisão duas vezes em apenas cinco anos.

A vitória de hoje pode significar a arrancada para longe dessa situação, ou não. O Vasco depende apenas de si. São 8 jogos em “casa”, contando com os clássicos.

Se estavam há sete jogos sem vencer, agora estão dois sem perder. Dá para acreditar em dias melhores.

O time não se tornou melhor, mas a vontade foi maior. Isso foi nítido.

Lutaram como se devia, jogaram até o que não daria.

Venceram e venceram bem.

Parece que entenderam.

Abs,
David Tavares.