quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Malditos infiéis

Todo dia sai uma pesquisa diferente sobre as supostas maiores torcidas do país. Obviamente, Flamengo e Corinthians chamam muito mais atenção que os outros, já que são times de massa, populares ao extremo e por isso mesmo vivem nas telas da TV.  A maioria das pesquisas mostram o time do tinhoso com seus teóricos 35 milhões e os beneficiados pela CBF, com 30 e poucos milhões.

Esses clubes aqui citados têm torcedores em bom número em todas as regiões brasileiras e se distanciam das demais, como São Paulo, Vasco e Palmeiras, que também contam com números consideráveis.

Mas como dizer que os pesquisadores estão enganados? Não posso. Mas questioná-los é mais que uma obrigação, minha e de qualquer um que vive o futebol diariamente e aí está o ponto central de nossa discussão.

Você conhece algum católico não-praticante? Sabe como age, como procede em relação a fé? Então. Assim são alguns milhões de torcedores em relação aos “seus” clubes. Torcedores de boca, que não “praticam” a paixão.

Partindo do ponto em que torcedor é alguém que segue o clube e participa das atividades da instituição, o contrário disso é ser simpatizante. O que entendemos como torcedor? No dicionário diz que torcedor é “partidário de um atleta ou de uma equipe, por quem torce nas competições esportivas”, que na minha opinião, vai desde os fanáticos, que só faltam morrer para comprar ingressos antecipados, até os que vão para um jogo sem importância comprar uma camisa, calendário, ou contribuir de alguma outra forma para a receita da equipe. Com exceção daqueles que não vivem no mesmo estado do clube que torce.  

Uma grande parcela da população não acompanha de perto o futebol, porém, alguns milhões tendem a optar por times de massa na hora de responder as mirabolantes pesquisas do Ibope. Falam do que assistem na TV, do que estão lendo no jornal e ouvindo no rádio. Que no caso, aceitando o fato ou não, recebem uma enxurrada de Flamengo e Corinthians no RJ e SP, respectivamente.

Calma, fera. Não estou duvidando da potência do seu clube, muito menos de sua torcida. Não sou maluco, tenho amor a minha família. Apenas questiono as pesquisas. Como foram feitas, com quem, onde? Afirmam e afirmam sem prestar contas.

Uma vez, ouvi que uma mentira muitas vezes repetida, torna-se verdade. É disso que tenho medo. Os “torcedores” não são assíduos com a proporção de sua quantidade estimada. Dizem ser, sem realmente ser. São infiéis.

Verdadeiros não-praticantes

David Tavares

domingo, 24 de agosto de 2014

Flamengo na Bolívia


Quando a coisa está feia, eu sou o primeiro a reclamar, criticar e pedir a opinião de vocês. Mas as coisas deram uma leve mudada de categoria no Flamengo nos últimos jogos, o que pra esse campeonato mequetrefe que é chamado de Brasileirão, quando na verdade não passa de um campeonato boliviano com grife, é o suficiente para um time com o mínimo de organização se dar bem. E aí está o rubro-negro, que há um mês atrás era afogado pela assustadora lama gelada da zona de rebaixamento, com 4 vitórias consecutivas e na 11° colocação da competição.

Eu reclamei do Luxemburgo em sua volta, é verdade. Mas até o cego de Jericó veria que o Flamengo precisava de uma mudança de comando imediatamente. Disse "comando" sendo extremamente generoso com Ney Franco, que de acordo com Silvio Luiz, apanha na "cozinha da patroa" diariamente.

Mas as mudanças vieram, a mínimas possíveis é verdade. Organização em campo, consistência nas jogadas e reconhecimento das deficiências técnicas do time, tudo identificado e arrumado pelo Luxa, sejamos justos. Isso "tudo" aliado a malevolência do croata brasileiro gente boa, Eduardo da Silva, que já virou o Hernane da Nação e desandou a fazer gols por todos os cantos.

Ta vendo só? Bastou o mínimo de comprometimento e organização pra começar a sonhar com G4 e ficar por ali, de boa, no meio da tabela, enquanto os outros se descabelam na briga pra permanecer na serie A do Bolivianão. 

David Tavares



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Lição: Nada é tão ruim que não possa piorar

Não sei como conseguiram piorar a situação no Flamengo. O clube já está na lanterna do Brasileirão por algumas rodadas e a forma que arrumaram de "resolver" as coisas, foi ficar no disse-me-disse com a imprensa sobre a demissão do André Santos e agora o chute na bunda do Ney Franco, que assim como o Jayme de Almeida, foi o menos culpado pela situação vergonhosa que o clube se encontra. Mas como sempre, a corda arrebenta no lado mais fraco.

E para melhorar o clima da galerinha do mal, a maravilhosa diretoria da austeridade financeira parece estar mais perdida que agulha no palheiro e vêm distribuindo multas rescisórias aos demitidos e contratando peças com enormes salários, como o novo técnico Vanderlei Luxemburgo, na sua quarta passagem pelo clube. 

Demoraram, mas acho que perceberam que futebol não é movido só com os números das calculadoras dos mestres administradores e que o torcedor rubro-negro não está feliz.

Futebol é sentimento, emoção, coisas que não cabem em planilhas.

David Tavares




Twitter: @davidltavares