quarta-feira, 23 de julho de 2014

Lição: Nada é tão ruim que não possa piorar

Não sei como conseguiram piorar a situação no Flamengo. O clube já está na lanterna do Brasileirão por algumas rodadas e a forma que arrumaram de "resolver" as coisas, foi ficar no disse-me-disse com a imprensa sobre a demissão do André Santos e agora o chute na bunda do Ney Franco, que assim como o Jayme de Almeida, foi o menos culpado pela situação vergonhosa que o clube se encontra. Mas como sempre, a corda arrebenta no lado mais fraco.

E para melhorar o clima da galerinha do mal, a maravilhosa diretoria da austeridade financeira parece estar mais perdida que agulha no palheiro e vêm distribuindo multas rescisórias aos demitidos e contratando peças com enormes salários, como o novo técnico Vanderlei Luxemburgo, na sua quarta passagem pelo clube. 

Demoraram, mas acho que perceberam que futebol não é movido só com os números das calculadoras dos mestres administradores e que o torcedor rubro-negro não está feliz.

Futebol é sentimento, emoção, coisas que não cabem em planilhas.

David Tavares




Twitter: @davidltavares

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Mais do que deveria



Mais sofrido do que deveria ser, mais cansativo do que deveria ser, mais perigoso do que deveria ser. Assim foi a classificação da seleção brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo. A vitória por 4x1 sobre a já eliminada seleção de Camarões criou um misto de alegria com certa desconfiança, até mesmo pelo sofrível primeiro tempo contra um time tão limitado.

O tímido “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor” dava o tom do jogo, e até mesmo de toda primeira fase executada sem a perfeição que esperávamos de nossos craques. Nelson Rodrigues, em uma de suas crônicas, disse que se o brasileiro estivesse em seu estado de graça, seria impossível ser parado pelo adversário. De fato.

A problemática é exatamente esta. Nem todo jogador está em “estado de graça”, vide Paulinho, que se transformou em reserva no Tottenham da Inglaterra, Daniel Alves, que em suas subidas descabidas desguarnece a zaga e até mesmo Fred, que apesar do gol, não é o mesmo de um ano atrás.

Talvez a solução pra esses problemas esteja no banco de reservas. A entrada de Fernandinho é um claro exemplo. Aliás, essa é a segunda vez que entra em campo e vai pra galera comemorar.

Ah, Neymar. Nunca dependemos tanto de um jogador. O moleque manda e desmanda no jogo. Mais uma vez foi senhor da partida, marcou dois gols, empolgou a torcida, fez a festa. Não temos pra onde correr, é ele. Perdoem os elogios, mas precisamos dele, queiramos ou não. Existe uma sintonia: Copa, torcida, Neymar, gol.

Não deixemos o resultado esconder nossos defeitos, e na real, essa é minha grande preocupação. A falta de variação tática, o espaço gigantesco no meio campo. Problemas que podem ser sanados nos treinamentos, mas que precisam de atenção especial.

A nossa paixão nos diz que o Brasil poderia mais, especialmente por jogarmos em casa. A razão confronta com a desconfiança de uma primeira fase ruim.

Nada que um Brasil e Chile não resolva.

David Tavares

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Figurantes




Ver a seleção camaronesa ser eliminada na primeira fase da Copa do Mundo, tudo bem. Todos imaginávamos. Agora, a Espanha foi uma surpresa, pelo menos pra mim. Não pelo futebol que vinha apresentando nos últimos dois anos, mas pelo favoritismo de ter sido campeã mundial em 2010. 

A Espanha que entrou em campo hoje contra o Chile e semana passada contra Holanda, não tinha nenhum traço daquela Espanha que encantou o mundo anos atrás. Os passes bem feitos de outrora, não foram vistos. Os belos lances de efeito, muito menos. O que se viu em campo foi uma seleção pra lá de comum contra um Chile dominador, pra não tirar o mérito dos bravos chilenos.

A Espanha cumpre tabela contra a Austrália, como fez contra Holanda e Chile. Uma simples figuração.